Só ter a idéia não vale nada!

Matéria no caderno Boa Chance do jornal O Globo de 08/01/2012.

Perfil: Leopoldo Almeida – clique na imagem para aumentar tamanho.

Transcrição:
Maíra Amorim – maira.amorim@oglobo.com.br

PERFIL • LEOPOLDO ALMEIDA, Criador do Khort
Só ter a ideia não vale nada’ Empreendedor que criou abridor de sachês diz que o difícil é tornar o projeto viável
O Globo 08 de janeiro de 2012

O ano era 2007. Leopoldo Aquino, então desempregado, entrou em uma lanchonete e pediu um sanduíche. Ao ser servido, reparou que os sachês de ketchup e mostarda tinham sido cortados com uma tesoura. Foi quando aconteceu o estalo: por que não criar um produto para abrir essas embalagens com mais facilidade?
Nascia o projeto do abridor de sachês Khort, que, hoje, vende uma média de 40 mil unidades por mês no Brasil e cerca de quatro mil nos Estados Unidos, mercado no qual Aquino está investindo pesado desde que ganhou o prêmio de Melhor Invento das Américas, na “Invention and New Products Exposition”, em 2010.
Na segunda quinzena de dezembro, estrearam os comerciais do Khort em território americano, com 500 inserções de três minutos em três grandes redes e sete cidades — Nova York, Nova Jersey, Dallas, Tampa, Detroit, Chicago e Los Angeles
— Vai funcionar como um teste. Vou ver onde deu mais retorno, para em seguida traçar uma estratégia de investimento — explica Aquino.
Após a premiação na feira americana, Aquino começou a ser procurado por empresários americanos e decidiu montar uma estrutura de fabricação também nos Estados Unidos. O galpão, que fica em uma cidade perto de Miami, na Flórida, foi inaugurado em janeiro de 2011, e tem capacidade para produzir 500 mil unidades. Já no Brasil, desde que foi lançado, o abridor de sachês já teve mais de 700 mil unidades comercializadas.
A ideia nasceu em 2007, mas só em 2009 o produto foi lançado, depois de um investimento inicial de R$30 mil para elaborar um plano de negócios.
— Foram dois anos levantando informações, fazendo pesquisa de mercado e vendo como eu poderia fazer decidiu montar uma estrutura de fabricação também nos Estados Unidos. O galpão, que fica em uma cidade perto de Miami, na Flórida, foi inaugurado em janeiro de 2011, e tem capacidade para produzir 500 mil unidades. Já no Brasil, desde que foi lançado, o abridor de sachês já teve mais de 700 mil unidades comercializadas.
A ideia nasceu em 2007, mas só em 2009 o produto foi lançado, depois de um investimento inicial de R$30 mil para elaborar um plano de negócios.
— Foram dois anos levantando informações, fazendo pesquisa de mercado e vendo como eu poderia fazer isso dar certo. Gastei R$17 mil só na pesquisa de mercado para ver se a ideia era boa só para mim ou para as outras pessoas também — lembra o empresário carioca.
Para Aquino, o mais difícil foi colocar em prática o que tinha visualizado e tornar o Khort realidade: — Eu chego à conclusão de que só ter a ideia não vale nada. As pessoas têm milhares de ideias, mas não correm atrás. O difícil é botar a mão na massa e no bolso. O criador do abridor de sachês defende a importância do levantamento de informações e da perseverança.
— Se você não estiver muito convicto e muito motivado e não tiver espírito de empreender, é melhor não seguir em frente, porque o processo inicial é muito duro. Tem quer ter muita paciência — afirma Aquino, cuja primeira encomenda, de duas mil unidades, foi toda embalada por ele, sua mulher e seu filho.
Hoje em fase de expansão, mas com um produto já mais consolidado, Aquino enfrenta dois desafios: combater a pirataria, que começa a aparecer em camelôs e lojas, e educar as pessoas sobre o uso e manutenção do Khort — especialmente os lojistas, que precisam limpar as lâminas após o uso.
— Num primeiro estágio, o desafio era produzir. Em um segundo momento, foi mostrar a necessidade do produto. Agora estamos em uma terceira etapa de educar e fazer com que as pessoas usem com bom senso e cuidem da manutenção — explica.
Já para enfrentar as cópias piratas, a estratégia é continuar produzindo para reduzir o preço. — Quanto mais eu produzo, mais barato deixo o produto.
Fonte: O Globo

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