Inovações e Mercado: o caso do abridor de sachês

Com simplicidade e originalidade o problema de abrir sachês de ketchup gerou um produto com grande potencial de mercado

Luciana Pecegueiro Furtado
Da Unidade de Acesso a Mercados

As bisnagas que propiciavam a proliferação de bactérias foram aposentadas.

A saúde pública é uma prioridade e os avanços na legislação de estabelecimentos que fornecem produtos alimentícios para consumo a contemplaram ao determinar a aposentadoria das velhas bisnagas. A decisão era de que o ketchup, a maionese e mostarda deviam ser servidos em porções individuais, impedindo a proliferação de agentes infecciosos.

 As embalagens devassáveis permaneciam abertas após o uso, sem fornecer referências de data de fabricação, prazo de validade, procedência, composição química e demais exigências previstas no Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

Surgiram no mercado os sachês individuais.

A substituição por sachês, apesar de superar o problema de potencial dano à saúde do homem, se destacou pela dificuldade de abertura da pequena embalagem. Dessa forma, mais uma oportunidade de mercado foi apresentada, afinal o marketing visa atender às necessidades do homem.

E muito demorou a se encontrar uma solução. A inovação frente ao novo problema foi fundamental para a criação de um novo produto. Assim, Leopoldo Almeida criou um prático abridor de sachês de ketchup ao verificar essa dificuldade enquanto saboreava um sanduíche.

Khort

A idéia virou um produto: o Khort, uma pequena caixa de plástico que contém uma lâmina embutida que corta uma das pontas do sachê e que custa em média R$ 6,00, pode ser instalada em porta-guardanapos ou nos próprios cestos de sachês dos estabelecimentos.  O produto chega a cortar até 4 mil sachês antes de perder a eficácia no corte.
A primeira providência foi sabiamente registrar a patente do evento e então buscar parceiros para investimento por meio de um plano de negócios. Constatou-se que nos estabelecimentos que adotaram o dispositivo o consumo de sachês aumentou 20%, no entanto, o desperdício foi reduzido.

O potencial de mercado é enorme: apenas os 3 principais produtores brasileiras vendem cerca 500 milhões de sachês por ano. Podem ser atendidos atacadistas, buffets infantis, escolas, hotéis e motéis, lojas de utilidades para revenda para uso doméstico, lojas de conveniência, padarias, quiosques, restaurantes, pizzarias, entre outros estabelecimentos. Os produtores de sachês se tornaram parceiros, pois o produto reverte uma das principais críticas de seus consumidores: a falta de praticidade para abrir.

A empresa já vendeu mais de 50 mil peças e ganhou um prêmio nos Estados Unidos, durante a 25ª edição da Exposição de Inventos e Novos Produtos (Inpex) de Pittsburgh, como terceiro lugar na disputa pelo título de melhor invenção das Américas.

A simplicidade e originalidade podem e devem fazer parte da realidade das micro e pequenas empresas. Pequenos problemas são perceptíveis, até mesmo na hora de se abrir um “simples” sachê de ketchup: os dentes tentando abrir os sachês normalmente eram um sinal da última e desesperada tentativa de abertura da pequena e desafiadora embalagem.

Acesse as informações da empresa no site: http://www.khort.com.br/

Fonte: http://mercadoaoseualcance.wordpress.com

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